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GRANITO O granito é
uma rocha formada de três minerais: mica, quartzo
e feldspato. É mais duro que o mármore.
Deve-se tomar cuidado na hora da compra, porque nem
tudo o que é vendido no mercado com esse nome
comercial é realmente granito. O arenito ou quartzito,
por exemplo, é uma rocha rara, mais porosa, composta
de grãos de quartzo.
Os granitos de Minas Gerais são conhecidos pelos
seus desenhos rebuscados, com movimento, sem seguir
um padrão. Já a Bahia é famosa
pelas rochas azuis, como o azul-macaúba e o azul-bahia,
o mais caro de todos. O azul-fantástico, extraído
em São Paulo, é uma exceção
a essa regra. Entre os produtos mais conhecidos, o lilás-gerais
e o verde-candeias vêm de Minas; o cinza-prata
e o verde-linhares, do Ceará; o giallo-veneziano,
do Espírito Santo; o capão bonito, o cinza-mauá
e o verde-ubatuba, de São Paulo. Estes são
os maiores produtores, mas todos os estados brasileiros
têm granito e há centenas de tipos diferentes.
Há quatro tipos de acabamentos possíveis:
levigado, lustrado, apicoado e flameado. Para fazer
o levigado, deve-se lixá-lo com abrasivos, até
deixá-lo liso. O lustramento é bem semelhante,
mas utiliza produtos químicos, além de
abrasivos, o que ajuda a impermeabilizar a rocha. O
apicoado é feito com batidas de ponteiros, que
deixam o granito com furinhos, portanto, antiderrapante.
Já o flameamento é obtido com maçarico
(o fogo queima alguns dos minerais da rocha, fazendo
buracos e escondendo defeitos). Os granitos que têm
muita mica não podem ser flameados porque derretem.
Para a aplicação em fachadas, deve-se
escolher os granitos de menor porosidade, com granulação
mais fina, como os avermelhados e os esverdeados. Em
geral, os cinzas absorvem mais água (existem
exceções: o cinza-prata do Ceará,
por exemplo, praticamente não mancha). Além
disso, é sempre seguro utilizar granitos escuros,
nos quais, mesmo que haja infiltração,
a mancha não aparece. Mas estes cuidados serão
inúteis se não houver uma boa vedação
nas juntas, entre uma placa e outra. Se isso ocorrer,
a água se acumula e acaba infiltrando, mesmo
que a porosidade seja baixa.
Não é recomendável lavar o granito
com água, pois ela pode entrar por entre as placas
e manchá-las. Mas a sua limpeza é simples
e, em geral, não há necessidade de mais
do que um pano úmido. Devem ser evitados detergentes,
cujos componentes químicos podem corroer alguns
minerais. No piso, deve-se, uma vez por mês, passar
cera para proteção. Com estes cuidados
a durabilidade é imensa, muito maior do que a
de quase todos os outros materiais. Em áreas
de muita circulação, é possível
proteger o granito com impermeabilizantes à base
de silicone.
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