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A COZINHA
Em todos os momentos da nossa história,
a cozinha mostrou ser o ambiente preferido pelo brasileiro,
onde a família e seus amigos mais íntimos
se reúnem para um bate-bapo acompanhado por quitutes
e o tradicional cafezinho. Atualmente, ela conserva
o seu espírito de hospitalidade e intimismo,
mas hoje é quase um templo de tecnologia e eficiência.
Sua evolução passa necessariamente pelo
conceito de funcionalidade, o que requer um planejamento
adequado, obtido através de um projeto considerando
desde a arquitetura até a distribuição
dos espaços e dos equipamentos. Os principais
fatores a ser considerados são:
DISTRIBUIÇÃO
Se a área para cozinha é pequena, pode-se
condensar o espaço dos componentes essenciais,
como pia, bancada, refrigerador e fogão, alinhando-os
em uma parede para permitir a circulação.
Nesse caso, a pia ficará entre o fogão
e o refrigerador, para torná-la eqüidistante
dos outros pontos.
Nas cozinhas compridas ou estreitas, pode-se ocupar
duas paredes, uma em frente à outra, no arranjo
dos equipamentos principais. A alternativa é
bem funcional, desde que numa parede fique a bancada
com a pia e, na oposta, os outros itens.
Os ambientes em forma de "U" ampliam os espaços,
facilitando a locomoção. Neste caso, a
pia deve ser isolada junto à parede adjacente
a outras duas, mantendo a área central destinada
à circulação, permitindo aumentar
o espaço ocupado por armários.
Com o desenho em "L" as áreas são
mais bem aproveitadas. Recorre-se às duas partes
adjacentes como centros de trabalho, deixando livre
o resto do local para a circulação. É
possível também a colocação
de armários e a criação de um cantinho
para refeições.
Outra solução é a "ilha",
quando o lugar for espaçoso. Ela pode conter
armários, bancadas, ou então formar um
grande conjunto com pia, fogão, prateleiras e
refrigerador. Entre as formas de distribuição
para concepção de uma "ilha",
encontram-se as cozinhas em "L" e em "U".
LUZ E VENTILAÇÃO
Uma boa iluminação e ventilação
conferem conforto e praticidade à cozinha. A
iluminação natural é indispensável:
a janela deve ficar sobre a pia, entre os armários
superiores e a bancada. Ela funcionará como um
ponto de partida importante, mas, obviamente, sem substituir
a concepção da luz artificial. Caso não
haja incidência de raios solares sobre a bancada
da pia, pode-se instalar uma lâmpada fluorescente
direcionada sobre o local. A luz fria é indicada
também para o teto, com vantagem de não
emitir calor nem gerar sombras.
Para obter uma boa ventilação, o relacionamento
entre portas e janelas é fundamental. Se arquitetura
permitir, as saídas de ar devem estar constantemente
viradas para o exterior da residência, impedindo
o acúmulo de gordura nos ambientes vizinhos.
Essa relação entre portas e janelas não
pode comprometer as correntes de ar.
HIDRÁULICA
Um bom planejamento de uma cozinha começa sempre
pelo projeto hidráulico, que deve ser obedecido
à risca.
Se for instalada tubulação para água
quente, deve-se preferir tubos e conexões de
cobre devido à alta resistência do material.
Registros e torneiras devem ser sempre de boa qualidade,
minimizando a ocorrência de problemas posteriores
como vazamentos, infiltrações, etc.
O abastecimento inadequado de água pode comprometer
todo o funcionamento hidráulico. A caixa d'água
colocada no ponto mais alto da residência garante
uma satisfatória pressão da água.
Para assegurar maior eficiência, pode-se pressurizar
com equipamentos específicos a distribuição
de água dentro da casa.
ELÉTRICA
A cozinha é um espaço que exige uma boa
quantidade de pontos de luz, levando-se em conta o grande
número de equipamentos eletrônicos necessários
ao seu funcionamento. Parte deles exige circuitos independentes,
e mesmo os aparelhos menores que não são
empregados constantemente, como o liquidificador, torradeira
ou batedeira, podem causar sobrecarga, quando ligados
ao "benjamim", provocando curto circuito.
Sobre o tampo da pia deve ser colocada pelo menos uma
tomada para cafeteira elétrica, espremedor de
frutas ou utensilíos menores. Geladeira, forno
de microondas, fogão a gás, freezer e
exaustor também exigem ponto próprio.
Se a residência dispõe de aquecimento central,
pode-se recorrer a ele para esquentar a água
da pia. Outra solução são os aquecedores
de passagem ou aparelhos individuais de aquecimento.
REVESTIMENTO
O conforto e a sensação agradável
que a cozinha apresenta dependem muito do aspecto dado
pelos revestimentos do piso, forros, armários
e paredes. O mercado oferece muitas alternativas, que
devem ser pesquisadas, sempre com a orientação
de um especialista.
O material do piso deve ser o menos poroso, evitando
a fixação de gordura. Os materiais porosos
dificultam a conservação. Mármore,
granito ou diversos tipos de cerâmica ou azulejos
são recomendáveis. A cerâmica vitrificada
é uma das opções mais indicadas
para o piso. Versatilidade, resistência e durabilidade
são as características que garantem fácil
manutenção. Uniforme nas cores e com veios
realçados, o granito valoriza esteticamente a
cozinha, além de permitir limpeza quase tão
fácil quanto a cerâmica vitrificada.
O emborrachado é uma alternativa para pisos antiderrapantes.
Sua colocação é fácil, diretamente
sobre o cimento ou qualquer outra superfície.
Os laminados plásticos adaptam-se bem a esse
ambiente e estão disponíveis em diversas
cores, com acabamento fosco ou brilhante. Os revestimentos
cerâmicos também podem ser utilizados,
porém o seu assentamento deve ser cuidadoso,
para impedir a formação de lacunas, que
com o tempo acabam retendo sujeira e gordura. A pintura
à base de epóxi, embora requeira cuidados
na execução, é outra possibilidade
de acabamento.
A madeira, se usada como acabamento para revestir bancadas
e balcões, deve ser impermeabilizada. Contudo,
o aço inox ou o granito asseguram maior durabilidade.
Cerâmica e azulejos não são indicados
para bancadas, pois o uso constante acaba por reter
sujeira.
Os armários em alvenaria são práticos
e bonitos, mas o revestimento é essencial. As
tintas a óleo ou epóxi são mais
econômicas. O laminado é o mais usado e
indicado em função de sua praticidade.
Deve-se evitar estruturas em aglomerado, que, com o
tempo, tendem a soltar as dobradiças e puxadores.
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